Caso não consiga explicar direito, falo apenas que, mais uma vez, comecei a gostar de alguém que depois descobriu que não gostava tanto de mim e me deixou na espectiva e tristeza.
O nome dele é Ricardo. Nos conhecemos no grindr, mas na verdade já nos vimos várias vezes na cidade. Ele estudou também no GEO (tambaú) e temos inúmeros amigos em comum.
Passamos uma semana conversando bastante. De manhã até de noite. E estava me apaixonando de verdade. Tudo estava simplesmente muito bom, uma conversa muito fluida e muitas ideias em comum. Até que ele veio na minha casa para um date.
Aqui em casa, aparentemente foi muito bom. Dei um chocolate, tomamos suco de uva (ele não podia beber vinho por estar dirigindo), rimos e conversamos muito e até "brincamos" com umas mamadas e beijos mais quentes. Depois ele foi embora e apenas começou a sumir. O date foi na quinta. Sexta ele disse que estava muito ocupado. Sábado não respondeu mais e eu perguntei o que estava havendo. Ele disse que era porque preferia ser meu amigo e que o que sentia online nas conversas não foi o mesmo que sentiu pessoalmente (resumindo muito).
Eu fiquei péssimo. Não apenas por ele, de quem eu estava realmente gostando muito. Mas porque, aparentemente, ninguém consegue gostar de mim. Eu sei que estou sendo "a melhor versão de mim mesmo". Tentei ao máximo agradar, fui fofo e romântico. Simplesmente lamento que isso não tenha sido o bastante para ele, mas, infelizmente (para ele), isso é o melhor que eu posso ser. E eu tenho certeza que esse melhor é MUITO BOM. Se alguém não consegue ver isso, infelizmente, não é alguém pra mim. Por mais que eu tivesse pensado que ele seria essa pessoa.
Conversei com vários amigos, chorei, lamentei (Luiz estava aqui nesse final de semana) e a conclusão é sempre a mesma. Ou eu estava muito emocionado e assustei ele (e eu sei que sou emocionado, mas ele estava no mesmo ritmo) ou ele estava fazendo "love bombing", o que eu realmente creio que não era. Ou apenas que não era pra ser... e realmente não era.
Ainda mandei uma mensagem no domingo de noite que o chateou, dizendo que gostaria que ele nunca comentasse nada do que conversamos com ninguém. Ele ficou chateado, falou que nunca comentaria e etc. E na segunda eu postei um vídeo sobre como o tratamento de silêncio é uma atitude narcisista. Ele tomou como sendo pra ele (e era) e veio falar comigo. Eu neguei, mas finalmente conversamos e resolvemos ser mesmo bons amigos. E isso me aliviou.
Quem me conhece sabe que, minha forma de desapaixonar de alguém, é me tornar amigo da pessoa. E o efeito é imediato! O aperto no peito passou e nas conversas que voltamos a ter, sinto que estou novamente com aquela pessoa com quem tenho muitos pensamentos em comum, só que agora como amigo. E isso está bom o bastante.
É isso! Consegui contar tudo. Espero um dia, finalmente, encontrar a pessoa que vai querer estar comigo. Me dar amor e receber o amor que eu tenho para dar. Sou romântico, atencioso, amoroso e gosto de cuidar de quem amo. Acho que é uma coisa que qualquer pessoa poderia buscar. Um companheiro fiel, dedicado e comprometido. E, quem sabe um dia, encontrarei essa pessoa.
Ah, só pra lembrar, ainda conversei com um péssimo cartomante na quarta passada. O Milton, um wiccano amigo de Arthur (o ursinho lindo amigo de Neto que foi pra Alemanha). Disse que eu tenho poucos amigos, que eu ia morar com alguém (um marido), que eu ia ter um problema resolvido na justiça (que não foi) e basicamente só me fez perder 50 reais. Nao acertou absolutamente nada, mas a vida segue. Ainda acredito mais no meu bruxo oficial, Saulito.