segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Mais uma desilusão amorosa e uma pequena história de cartomante

 Caso não consiga explicar direito, falo apenas que, mais uma vez, comecei a gostar de alguém que depois descobriu que não gostava tanto de mim e me deixou na espectiva e tristeza.


O nome dele é Ricardo. Nos conhecemos no grindr, mas na verdade já nos vimos várias vezes na cidade. Ele estudou também no GEO (tambaú) e temos inúmeros amigos em comum. 


Passamos uma semana conversando bastante. De manhã até de noite. E estava me apaixonando de verdade. Tudo estava simplesmente muito bom, uma conversa muito fluida e muitas ideias em comum. Até que ele veio na minha casa para um date.


Aqui em casa, aparentemente foi muito bom. Dei um chocolate, tomamos suco de uva (ele não podia beber vinho por estar dirigindo), rimos e conversamos muito e até "brincamos" com umas mamadas e beijos mais quentes. Depois ele foi embora e apenas começou a sumir. O date foi na quinta. Sexta ele disse que estava muito ocupado. Sábado não respondeu mais e eu perguntei o que estava havendo. Ele disse que era porque preferia ser meu amigo e que o que sentia online nas conversas não foi o mesmo que sentiu pessoalmente (resumindo muito).


Eu fiquei péssimo. Não apenas por ele, de quem eu estava realmente gostando muito. Mas porque, aparentemente, ninguém consegue gostar de mim. Eu sei que estou sendo "a melhor versão de mim mesmo". Tentei ao máximo agradar, fui fofo e romântico. Simplesmente lamento que isso não tenha sido o bastante para ele, mas, infelizmente (para ele), isso é o melhor que eu posso ser. E eu tenho certeza que esse melhor é MUITO BOM. Se alguém não consegue ver isso, infelizmente, não é alguém pra mim. Por mais que eu tivesse pensado que ele seria essa pessoa.


Conversei com vários amigos, chorei, lamentei (Luiz estava aqui nesse final de semana) e a conclusão é sempre a mesma. Ou eu estava muito emocionado e assustei ele (e eu sei que sou emocionado, mas ele estava no mesmo ritmo) ou ele estava fazendo "love bombing", o que eu realmente creio que não era. Ou apenas que não era pra ser... e realmente não era.


Ainda mandei uma mensagem no domingo de noite que o chateou, dizendo que gostaria que ele nunca comentasse nada do que conversamos com ninguém. Ele ficou chateado, falou que nunca comentaria e etc. E na segunda eu postei um vídeo sobre como o tratamento de silêncio é uma atitude narcisista. Ele tomou como sendo pra ele (e era) e veio falar comigo. Eu neguei, mas finalmente conversamos e resolvemos ser mesmo bons amigos. E isso me aliviou.


Quem me conhece sabe que, minha forma de desapaixonar de alguém, é me tornar amigo da pessoa. E o efeito é imediato! O aperto no peito passou e nas conversas que voltamos a ter, sinto que estou novamente com aquela pessoa com quem tenho muitos pensamentos em comum, só que agora como amigo. E isso está bom o bastante.


É isso! Consegui contar tudo. Espero um dia, finalmente, encontrar a pessoa que vai querer estar comigo. Me dar amor e receber o amor que eu tenho para dar. Sou romântico, atencioso, amoroso e gosto de cuidar de quem amo. Acho que é uma coisa que qualquer pessoa poderia buscar. Um companheiro fiel, dedicado e comprometido. E, quem sabe um dia, encontrarei essa pessoa.


Ah, só pra lembrar, ainda conversei com um péssimo cartomante na quarta passada. O Milton, um wiccano amigo de Arthur (o ursinho lindo amigo de Neto que foi pra Alemanha). Disse que eu tenho poucos amigos, que eu ia morar com alguém (um marido), que eu ia ter um problema resolvido na justiça (que não foi) e basicamente só me fez perder 50 reais. Nao acertou absolutamente nada, mas a vida segue. Ainda acredito mais no meu bruxo oficial, Saulito. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Contatos sobrenaturais na pandemia (história para o podcast Um Milkshake chamado Wanda)

Dizem que quanto mais você acessa energias pesadas, mais próximo você fica do contato com espíritos negativos, e este é o meu caso. Meu nome é Helder, moro em João Pessoa e,  época em que essa história aconteceu, eu vivia uma depressão grave. Inclusive, cheguei a contar uma das histórias no twitter e até viralizou um pouco.

Em março de 2020, 2 semanas após me mudar para um apartamento novo, começou a pandemia. Aqui em João Pessoa, minha única família é minha irmã, que estava recém casada. Achei melhor não ir pra casa dela e preferi ficar sozinho. Na época, eu vivia com burnout (num homeoffice que me cobrava 24h por dia), apavorado com as notícias que via na tv (acompanhando um presidente genocida), acompanhando amigos e conhecidos lutando ou morrendo e com medo constante de sair de casa.  A tristeza criou raízes, se desenvolveu e, aos poucos, comecei a ter sonhos com gente que eu nem conhecia. 

Parei de ver os jornais porque achei que esses sonhos eram fruto das coisas que eu estava assistindo... mas não funcionou. Numa noite, eu acordei com um sussurro. Alguém me chamando com um sussurro. E outra noite. E outra noite. Inicialmente era o meu nome, depois estava chorando e por fim, dizia algo como "está doendo/estou com dor". 

Um dia, acordei num pulo. A TV ligou com o volume máximo na GloboNews e eu fui lá desligar. Minha poltrona estava fora do lugar de sempre e, no chão, gotas de sangue (foto em anexo, com a data - o arquivo está no meu drive). Aquilo não fazia o menor sentido! Eu estava sozinho há dias, dormindo com a porta fechada. Até minhas compras eu fazia no delivery!

Outra vez (uns 6 meses depois) eu estava na casa da minha irmã e quando acordei (entre 9h ou 10h da manhã) ouvi duas vozes conversando e até discutindo. Eram claramente duas mulheres, mas falavam em sussurros (para não me acordar?) então supus que era minha irmã e a esposa. Saí do quarto para o banheiro, e quando voltei ao quarto ainda ouvi um copo quebrando. Óbvio que fiquei bem quietinho, voltei para o quarto e não incomodei. Por volta de uns 20 minutos depois, chega uma mensagem no meu whatsapp. Era ela dizendo algo como "Viemos almoçar com minha sogra. Limpei a casa e deixei sua comida na geladeira". Eu fiquei chocado que elas tinham saído tão rápido e eu nem ouvi o carro! Perguntei como elas saíram e eu não ouvi nada? A resposta: "claro que não ouviu. A gente saiu logo cedo! Você tava roncando". 

Quando voltei na sala, estava tudo fechado e, claro, não tinha ninguém. Mas, do lado da mesa, uma xícara quebrada no chão.

Até 2022, de tempos em tempos algumas coisas como essas aconteciam comigo. Às vezes eram apenas vozes, mas eventualmente havia algo mais, como o sangue, a xícara quebrada, sujeira de barro vermelho e etc.  Até que, aos poucos, na medida em que eu mesmo fui saindo desse momento de depressão, passei a ouvir e ver menos. E hoje em dia, só em sonhos.


É isso. Sou fã do programa e amo vocês!


Obs.: Dantas, coloquei em anexo os prints que encontrei no meu drive de fotos. No print da pra ver o dia e horário. Espelho que escolham minha história!

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

E se eu fosse redator?

 Estava ouvindo um podcast agora de manhã com uma "criadora de conteúdo" (as aspas não são sobre a qualidade do trabalho, e sim sobre esse nome que eu acho muito estranho). No podcast "é nóia minha", com o Samir Duarte e a Zabela (a da história do Melocoton no Porchat, lembra?).


Pois bem, ela fala sobre quando começou a criar. Disse que sempre escreveu e os amigos motivavam ela a publicizar isso (acho que é a melhor palavra sobre querer virar influenciador). Disse que sempre escrevia os roteiros dela, mesmo achando que ninguém queria saber disso ou que era algo que todo mundo já havia pensado ou falado, mas no final, resolveu começar a fazer os vídeos Eu não quero virar influenciador, mas adoraria viver de escrever. Ou pelo menos ganhar um dinheiro extra (mas seria sim, muito bom, poder viver de me aprofundar em cultura e conhecimento, ter como trabalho apenas ler e escrever e ganhar muito dinheiro com publicidade e elogios, vamos ser sinceros. Imagina fazer um curso de jornalismo sem me preocupar? Só vivendo e amando o curso, sem pensar que preciso trabalhar pra viver). 


Não creio que sou tão talentoso assim, mas realmente acho que sou bom. Se pelo menos eu resolver começar, acho que já vou estar no caminho certo. Amo que vivo dizendo pra várias pessoas que tenho contos e crônicas escritos, quando na verdade tudo vive apenas na minha cabeça, simplesmente porque eu não consigo parar e escrever.


Deixa eu listar algumas coisas que eu tenho pra escrever:


- A história do Juliano já está praticamente pronta, mas fragmentada. Só preciso amarrar as coisas e transformar e colocar um enredo.

Acho que é isso. O resto é só teoria da teoria. Algumas no bloco de notas do celular, mas não sei.


(vou voltar ao trabalho e quem sabe um dia eu desenrolo isso. O importante é ter o prazer de, um dia, em 10 anos, ler isso novamente e me chamar de trouxa)

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Sobre solidão

 

Como não consigo escrever ainda (consigo = crio vergonha para parar de ver séries e fazer alguma coisa mais produtiva), vou colocar aqui um desabafo que mandei para Luíz, sobre solidão, que retrata um pouco de como eu tenho me sentido.


     Ai amigo, parece tão infantil da minha parte, mas faz tanta falta alguém que veja meu esforço e me dê um abraço dizendo que tudo vai dar certo, que eu estou me esforçando, que as coisas vão acontecer. É aquela solidão que eu falei antes (quando conversamos sobre ter muita gente ao redor e ao mesmo tempo não ter ninguém). Tem muita gente torcendo por mim, mas não tem ninguém por perto pra realmente estar comigo (quem faz o palhaço rir?). 

Eu estou mega cansado, ouvindo bosta no trabalho, ainda tenho um dia cheio pela frente e sei que, no final do dia, vou chegar em casa e estar sozinho, assim como ontem e antes de ontem. Ninguém vai perguntar do meu dia, ninguém vai querer saber dos meus problemas. Cada um está vivendo sua própria vida, cuidando de si...

Claro que eventualmente uma pessoa ou outra aparece, pergunta como estou, mas é aquela "ah, tô indo" ou "tô bem na medida do possível". Uma coisa tão sem profundidade! E não é porque não tenha intimidade ou boa vontade em entender, mas é porque não tem como, do nada, você explicar semanas de cansaço a ponto de outra pessoa entender. Nem na terapia, com 1 hora, eu consigo explicar tudo que aconteceu em 1 semana. E olhe que ela é PAGA pra me ouvir!

Deus sabe que eu preciso muito de alguém na minha vida. E não é questão de depressão, nem dificuldades financeiras ou até algo sexual. Apenas me sinto só. Cansado. Exausto mentalmente... e só. E não é que eu não goste de viver só. É um conforto enorme o silência, as coisas do meu jeito, a liberdade de andar de cueca pela casa, jantar ja sala vendo TV, colocar a paneja na geladeira pra não ter que lavar na hora. Mas são fases, e essa fase já entregou o que tinha que entregar.

Agora queria sentir o amor presente, me sentir amado num abraço apertado, num gesto de carinho, numa palavra de conforto de quem sabe exatamente o que está acontecendo só de me olhar. Queria a mãe ou o pai que nunca tive, queria um amor (romântico) que nunca foi pra frente, queria a paz e o conforto de ser amado olhando nos olhos. 

Obs.: Perdão por mandar um desabafo enorme, mas não teria mais ninguém pra quem mandar (e, mais uma vez, não ache que é uma indireta. É só desabafo mesmo e, no fundo, muita gente sente essa solidão).

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Nada com nada

 

Queria encontrar temas que me fizessem escrever. Vi por aí que uma forma de criar o hábito de escrever é criando pequenos temas de texto para ir escrevendo e soltando tudo (na verdade, eu inventei essa informação com base em algumas coisas que eu li, mas tenho certeza que é isso mesmo).

Quais temas eu poderia abordar? No blog da laurinha lero tem um texto falando disso. Ela fala sobre uma Isa, que é amiga dela (creio) e que escreve também, e falou sobre 250 ideias de temas para escrever. Não sei exatamente o que fazer sobre essas ideias, então vou escrever sobre as mesmas que a Laurinha escreveu.


Vou escrever, mas não agora. Agora estou no trabalho (GELIC) e não estou podendo. Mas vou continuar!

sábado, 23 de agosto de 2025

16 de agosto de 2025 - Leve novamente

 Não sei se em algum momento de todas as minhas crises eu tentei descrever como é a sensação. Principalmente num momento de mania. A loucura de querer tudo, gastar tudo, fazer tudo. Eu estava assim. É tudo muito rápido. na verdade, eu acho que eu estou sempre andando na corda bamba, e quando caio, tudo cai junto. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

DIÁRIO DE BORDO 11 DE AGOSTO

 Eu disse que ia me obrigar a escrever, e vou fazer isso. Por quanto tempo? Também não sei dizer. Mas estou na cama com MEU NOTEBOOK NOVO  (já expliquei a história) e me obriguei a escrever algo antes de dormir. 


Vamos ser objetivos. Ultimamente tenho pensado muito sobre não ter amigos. A vida toda passei preocupado em juntar o máximo possível, em agrupar amigos, em ter muitos amigos, pra hoje concluir que realmente o melhor é ter poucos e bons pois, "quem não fecha com os mano não fecha com ninguém" (você vai lembrar dessa frase no futuro?). Já levei para a terapia também (Ênia) e, claro, meu medo de abandono me fez pensar que era muito mais seguro ter mais gente conhecida. Hoje eu vejo que, não só eu, mas pessoas como eu, tem uma falsa ilusão de que chegar num lugar e ser conhecido por todo mundo significa que você não está sozinho e, pior ainda, faz pensar que você é realmente amado por todo mundo. Quem tem muita gente não tem ninguém. São as pessoas com 3 amigos que vão ter 3 amigos pelo resto da vida. E as pessoas com amigos em todo os lugares, que nunca conseguem administrar todas essas pessoas?Essas vão seguir sozinhas, possivelmente.


Ainda tenho 37 anos e talvez isso possa mudar. Estou quase saindo na rua e dizendo "quer ser meu amigo? prometo que vou me dedicar mais à você e no máximo mais uns 2". Considerando o quanto eu sou ansioso, é possível que amanhã eu faça isso mesmo. Mas deixemos para amanhã o que o amanhã tem pra trazer. 


Fiz minha parte hoje, fazendo valer meus mais 2 mil reais neste computador. Boa noite.